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sábado, 27 de abril de 2013

Sem limites pra sonhar





Cadeira de rodas não impede garoto de realizar seus sonhos. Com ajuda de fotógrafo, ele dá asas à imaginação



Fotos: Matej Peljhan

Por Alexsandro Rafael



Luka, um garoto de 12 anos, tem distrofia muscular. Uma doença degenerativa que tem, como um dos sintomas, a atrofia e fraqueza progressiva dos músculos. Por este motivo seus movimentos são limitados, o que faz com que ele viva numa cadeira de rodas. Porém, isso não o impede de sonhar com bolas, skates – afinal, que criança não gosta de brincar e praticar esportes? -, e “de se ver em uma foto, andando por aí e fazendo todos os tipos de travessuras”, como disse ao fotógrafo e psicólogo especializado em terapia fotográfica Matej Peljhan.

Matej resolveu realizar um ensaio fotográfico, baseado na história de Luka, digno do mais eloquente elogio pela sua capacidade de humanizar o projeto. Batizado de "Le Petit Prince" - Pequeno Príncipe, em português - e que faz alusão ao livro do francês Antoine de Saint-Exupéry -, o fotógrafo utilizou-se do dom criativo e de sua experiência profissional para fazer com que Luka realizasse sonhos tão simples para outros garotos, mas tão distantes de sua realidade.

O fotógrafo criou um cenário em que, posicionando Luka da maneira desejada e fotografando no ângulo certo, é possível observar o garoto jogando basquete, subindo escadas, andando de skates, por exemplo. Uma prova de que, além do aprendizado técnico que qualquer profissão exige e de criatividade para realizar um bom ou excelente trabalho, é preciso ter sensibilidade, que humaniza, antes de tudo, o próprio profissional.










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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A beleza do ser




Projeto provocativo de fotógrafo apresenta mulheres com obesidade mórbida em poses pra lá de sensuais. Uma das propostas do Full Beauty Project é protestar contra a discriminação

Fotos: Yossi Loloi
Por Alexsandro Rafael

 Vivemos em uma sociedade onde cultuar a beleza física é uma prática, digamos que, sagrada. Muitos homens e mulheres são capazes de ir aos extremos para conseguir alcançar os padrões estéticos aceitáveis pelo mundo atual, que vão desde academias, passando por cirurgias plásticas, e chegando até a lipoaspiração – processo cirúrgico que, nos últimos tempos, vem causando a morte de muitas pessoas.
Não que seja um erro buscar manter o corpo no padrão desejado. Porém, é necessário você se perguntar antes se estará fazendo isso porque quer se sentir bem interiormente – ou por questões de saúde -, ou quer simplesmente ser aceito por um sistema que cultiva a embalagem e não o conteúdo.
 No fim do ano passado, um trabalho do fotógrafo Yossi Loloi chamou a atenção das pessoas para este tema ao fotografar mulheres que sofrem de obesidade mórbida – ou seja, que estavam fora dos padrões de beleza. “Eu queria mostrar que a beleza não é propriedade de pessoas magras. Para este fim, o projeto teve que ser provocativo, mas ao mesmo tempo confortável, por isso eu foquei na feminilidade das mulheres como uma forma de protesto contra a discriminação”, disse Yossi em entrevista ao jornal The Sun.
 O Full Beauty Project apresenta mulheres com obesidade mórbida – e que estão fora dos holofotes da mídia - em poses pra lá de sensuais. Para isso, é importante separar a proposta do fotógrafo de qualquer comentário que trate do tema saúde. Uma vez que as mulheres que foram fotografadas têm entre 190 kg e 300 kg. “Eu estava mais interessado em mostrar essas mulheres como uma representação e não necessariamente como quem elas são na vida real. Para mim eles são humanos”, complementou.
 À parte de qualquer polêmica que - de repente – tenha sido feita em torno do trabalho, as fotos ficaram lindas! “Estou tentando ressaltar que todos nós temos o direito de ser apreciados do jeito que somos e que não deve haver nenhuma ditadura do gosto”. São ações como esta que incentivam de maneira positiva a autoestima de pessoas com problemas de obesidade mórbida.






quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Exposição À Flor da Pele




Esta é uma exposição
Que retrata a realidade
Entre a natureza em extinção
E o homem da sociedade,
Que doa sua pele morena,
Banca e até parda,
Para que uma imagem pequena
Seja nela projetada.

Para interpretar uma fotografia,
É necessário senti-la.
É preciso existir harmonia
E com ética, invadi-la.
Só assim entenderemos
O sentido de sua existência
E em sua alma veremos,
A grandeza de sua essência.

Ela registra os momentos
E  nos revela com clareza
Transforma tudo em monumentos
Nos faz sentir na pele, a natureza,
A ordem, o progresso,
As cores e sua beleza,
Os instintos em um impresso
Sem alterar sua pureza

 
O encontro de duas espécies,
Por um só click captado.
Homem e natureza se vestem
Um no outro com cuidado.
Uma imagem representando
Que a fotografia é capaz
De colocar no mundo o encanto
Entre o sensível e o voraz.

Palmas para você
Que sentiu na pele a igualdade,
A cumplicidade, o prazer
De fazer parte da humanidade,
De dividir o mesmo mundo
Onde a natureza sadia
Consegue tocar tão profundo,
O homem através da fotografia.


 
Fátima Nunes


sábado, 5 de maio de 2012

ENSAIO: "Gregório", por Anderson Paes Barretto

O ensaio foi realizado no Teatro Hermilo Borba Filho, no centro do Recife. O equipamento utilizado pelo fotógrafo Anderson Paes Barretto foi uma Panasonic DMC-TZ5. A iluminação utilizada foi a do próprio espetáculo. Trata-se da peça “O Canto do Gregório”, com texto do dramaturgo paulista Paulo Santoro. O grupo Magiluth de teatro é composto por Giordano Castro, Lucas Torres, Pedro Wagner, Erivaldo Oliveira e Pedro Vilela.


Canto ao caos


O que é a verdade?
O que é a bondade?
Será que somos culpados ou vivemos a nos desculpar de tudo?
O que é a consciência?
Será que a ciência é capaz de comprovar o bem?
Ou apenas a morte tem esse poder?
Onde está Jesus aqui nesse carnaval?
E Sócrates, Sócrates, Sócrates... Buda?
Quem está só?
Quem não está só?
Será que o mundo se perdeu?
Nós é que perdemos o mundo.
  
Anderson Paes Barretto


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